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Nelson Rosa
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Caros leitores,
Desde que o nosso País assumiu a Presidência da União Europeia, este passou a ser o principal tema de notícia, são cimeiras, encontros, resoluções, tratados…, e todo num conjunto de eventos e noticias que vão preenchendo o dia-a-dia.
Nada tenho contra isto, acho inclusive que foi bastante prestigiante para Portugal o alcance do entendimento que permitiu o acordo em relação ao Tratado Europeu, podendo assim chamar-se Tratado de Lisboa perpetuando a sua ligação ao período em que Portugal presidiu à U.E.
Mas e porque há sempre um mas, o País está cada vez com mais problemas e daqui a dois meses a Presidência da U.E. já passou, mas os problemas que agora parecem camuflados continuarão cá, cada vez mais à vista de todos.
O Cadaval, todos sabemos que é um concelho onde os recursos não abundam, ainda assim tem sido feito um grande esforço por parte deste executivo camarário para que o concelho fique dotado de algumas infra-estruturas básicas para o seu desenvolvimento. Para que estas infra estruturas possam ser uma realidade tem sido seguida uma estratégia baseada em dois pilares, uma gestão rigorosa e a procura de parcerias com o governo ao abrigo de vários mecanismos como são exemplo os contratos programa. Até aqui tudo bem não fosse o governo do partido socialista não estar a cumprir a tempo e horas com os compromissos já assumidos como é o caso concreto do contrato programa relativo à biblioteca municipal, e neste caso nem a desculpa já gasta e sem credibilidade da “herança do anterior governo” serve de justificação pois trata-se de um compromisso assumido pelo actual governo. Como se tal não bastasse assistimos ainda a um corte bastante significativo nas verbas do PIDDAC para estes projectos, como é exemplo a diminuição da verba para a construção do novo Centro de Saúde.
Outra das bandeiras deste governo que no Cadaval também não vamos poder acenar, é a do ensino profissional. Este tipo de ensino que penso ser vital para melhorar o nível de qualificação dos jovens do nosso concelho, não recebeu as verbas necessárias para a criação de condições ideais para o seu funcionamento uma vez que se tratam de cursos com uma forte componente prática, sendo depois pedido um esforço ao município sem que neste tenha sido delegada esta competência nem as respectivas verbas. Se a estes incumprimentos juntar-mos as limitações impostas pela lei das finanças locais, facilmente se conclui que o governo PS pouco contribui para ajudar ao desenvolvimento do concelho do Cadaval. Ainda assim e apesar de todos estes constrangimentos é de salientar a aposta do município na gradual recuperação e melhoramento do parque escolar do 1º ciclo e Pré-escolar, estes sim da responsabilidade da Câmara Municipal.
No plano da actualidade politica é de salientar a realização do XXX Congresso Nacional do PSD em Torres Vedras, que consagrou Luís Filipe Menezes como líder do Partido, e no qual o Cadavalense Aristides Sécio foi eleito Conselheiro Nacional do PSD.
Não posso deixar de fazer uma referência aquele que é o mais importante certame do nosso concelho “A FESTA DAS ADIAFAS“, este evento permitiu mais uma vez mostrar algumas das actividades económicas do concelho como a pêra rocha ou o fabrico de doces tradicionais, para além da promoção do vinho, especialmente o vinho leve, razão maior da existência deste certame. A localização escolhida este ano foi sem dúvida uma boa aposta pois proporcionou uma melhoria significativa das condições em que decorreu todo o evento com especial realce para a área de restauração.
Durante a visita que fiz às “Adiafas” verifiquei a presença de várias associações do concelho, tal facto pareceu-me um bom sinal numa altura em que se assiste a alguma falta de disponibilidade da sociedade civil para dar continuidade ao trabalho das associações do nosso concelho, atendendo ainda ao facto de terem quase desaparecido os apoios do Governo Civil que tanta falta fazem às nossas colectividades. As associações são de uma importância fundamental, principalmente nas localidades mais pequenas, sendo nalguns casos o único ponto de encontro e o único meio dinamizador de actividades sociais, culturais e até desportivas. É também verdade que fazer este tipo de voluntariado exige alguns sacrifícios pessoais a quem o faz, sendo no entanto largamente compensados pelos bons momentos e pelo sentimento de ajuda. COLABORE!
Até breve.
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